Nordly

com Nordly18 de julho de 2026
Nordly

Tem ensaio que a gente esquece por anos e, quando reabre a pasta, é como reencontrar alguém que só existia naquele rolo de fotos. Esse é um deles.

A luz aqui é fria, quase de manhã de inverno. Não tem pressa em nenhuma pose — só o corpo ocupando o espaço devagar.

Silêncio também é uma escolha estética. Um quarto vazio, uma janela, uma pausa entre um gesto e outro.

Textura de pele contra tecido, contra parede, contra o tempo que passou entre o clique e hoje.

Não teve produção grande por trás — só uma câmera, disposição e um dia comum que virou memória.

Os enquadramentos são simples. É o corpo que carrega a cena, sem precisar de mais nada em volta.

Tem uma certa timidez nas imagens, um jeito de se mostrar sem se expor por completo. Isso também é sensualidade.

Guardei esse ensaio junto com tantos outros, num HD que quase se perdeu. Hoje ele volta pra quem ainda aprecia esse tipo de imagem.

A sequência segue no mesmo tom — luz baixa, gesto contido, o corpo como paisagem.

Encerra sem grande final, como quem só queria registrar um momento antes que ele sumisse.

Fica registrado aqui, resgatado, pra quem chegou até agora.

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